A Bondade e a Maldade da Natureza Humana

“Deus me proteja de mim, e da maldade de gente boa e da bondade de gente ruim.”

Chico César

 

Por que, às vezes, precisamos de muito e, noutros momentos, precisamos de tão pouco? Por que ofendemos alguém na Internet e, em questão de minutos, trocamos carinho com nossos amores? Por que odiamos alguns e amamos outros?

 

O ano está no começo. É um novo ciclo. Algumas coisas devem mudar: palavras, atitudes, visões. Entretanto, existem coisas que dificilmente mudam, pois elas estão relacionadas à natureza e suas leis. E para me aprofundar nessa questão, falo novamente da Lei da Polaridade da Filosofia Hermética.

 

Para lembrar:

 

“Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados.”

 

Agora, com esse belo trecho em mente, leia o primeiro parágrafo. Entendeu tudo? Ou não?

 

Sendo direto, assim como todos devem ser, nossa essência na existência como conhecemos é dupla. Temos a bondade e a maldade em nós. Por isso, o ser humano é capaz de sonhar belamente e destruir feiamente. Isso faz parte da natureza humana, aqui, nesse momento. Porém, estamos tão desconectados com ela, que fica difícil reconhecê-la na maioria das vezes.

 

Yin Yang é a pura representação da nossa duplicidade, do mal e do bem que habita em nós.

 

Vivemos numa geração de achismos, onde a opinião de todos tem voz. A pessoas acham que sabem de tudo. Mas não sabem. Assim, com a voz de todos sendo levada em consideração, encontramos inúmeras possibilidades e mergulhamos numa realidade subjetiva, onde tudo é possível. Citarei como exemplo a teoria da Terra Plana, que defende que a gravidade não existe, que a exploração espacial é uma mentira e que vivemos numa porção de terra plana envolvida por uma redoma. Em contrapartida, há outras teorias que defendem que existe uma organização interestelar de seres super inteligentes que protege a humanidade. E por aí vai.

 

Milhares de opiniões que divergem entre si. Mas, na verdade, para se encontrar a verdade, não se deve ter opiniões. Basta olhar para ela.

 

A confusão gerada é grande, não é? Como iremos enxergar a verdadeira natureza das coisas dessa forma?

 

Não podemos lutar diretamente contra a natureza. Não podemos negar a maldade e bondade dentro de nós. Precisamos aceitá-las. Viver com ela. E, nessa vivência, buscar o equilíbrio entre as duas forças que habitam em nós. Negar isso tudo é viver em loucura, numa espécie de loop infinito, onde não chegaremos a lugar algum. Falamos tanto sobre progresso, mas somos os primeiros a escolher os caminhos que já percorremos.

 

Nossa essência pode ser mudada? Obviamente. Nada é infinito nesse universo. Tudo é mutável. Mas, se é possível viver naturalmente através de apenas um polo, isso eu não sei. Reconheço apenas que o equilíbrio é a melhor solução que temos. Assim, acredito, iremos avançar como humanos, entrando em contato com nossa natureza.

 

O homem primitivo, representando a maldade, e o homem civilizado, representando a bondade. Essa imagem pode representar inúmeras coisas, mas, na verdade, sempre retornará para um ponto em comum: a duplicidade da humanidade.

 

Eu sou bom e mal. Eu ajudo e machuco. Você é bom e mal. Você ajuda e machuca. Somos bons e maus. Nós ajudamos e machucamos. E isso, acima de qualquer teoria, é uma verdade irrefutável.

About the author

Nerd Esotérico

Sou minha essência, não sou o que digo que sou ou o que você diz que sou. Em minha mente egocêntrica, amo escrever, jogar videogame, ler, degustar filmes e boas comidas. Nada mais. Nada menos.