Crítica – Scare Campaign

E lá estava eu, numa noite tediosa, sem planos, sem responsabilidades, com meu grande amigo Netflix. Passeando pelos campos gloriosos do site, encontrei um filme novo de terror. Bem, não consigo resistir a isso, então, logicamente, parei para dar uma olhada. A sinopse não me encantou, porém, a direção chamou minha atenção. Quem escreveu e dirigiu foram os irmãos Cairnes, responsáveis por um dos melhores filmes de terror de 2012, 100 Bloody Acres — filme que impressiona pela comédia em harmonia com o horror.

 

Decidi dar uma chance ao filme.

Protagonizado por Meegan Warner, tendo bons atores no elenco como Ian Meadows e Josh Quong Tart, o filme conta a história de um programa de televisão australiano que prega peças de terror em pessoas. Já começamos numa dessas peças que quase dá errado, prejudicando a produção, e, logo em seguida, ficamos sabendo que há um grupo rival que está superando o Scare Campaign — nome do programa que dá título ao filme. Chamados de Masked Freaks, sua abordagem é muito mais sinistra, chegando ao ponto de executarem verdadeiros assassinatos. Claro, eles vivem na Deep Web, mas são extremamente populares e possuem milhares de assinantes ao redor do globo — assim como pessoas que apoiam e ajudam no seu anonimato. São os famosos Snuff Films. Então, a partir desse início, já percebemos que a produção do programa está em apuros. Eles precisam inovar, fazer algo novo e real, assustar de verdade.

 

Premissa interessante, no mínimo. Por isso, pessoalmente, não me apego às sinopses.

 

A partir de então começa o filme verdadeiro. Toda a produção se prepara para pregar uma peça inovadora, que vai alavancar a audiência e garantir mais uma temporada para o programa. Obviamente, as coisas não dão certo. E o terror come solto. Eu prefiro fazer críticas sem muito spoiler e enrolação, para aqueles que procuram uma breve referência para ver o filme, então vou parar de revelar a história a partir daqui.

Vamos aos fatos!

 

A premissa não é ruim. Na verdade, é muito interessante, pois abre um leque de possibilidades enorme. Mas, infelizmente, os irmãos Cairnes erraram feio no roteiro dessa vez. Faltou ousadia. Faltou coragem. Criaram personagens estereotipados — nem tentam desenvolvê-los direito —, apostaram num final previsível e mais seguro, apelaram muito para a violência , vacilaram no clima — o filme não assusta, não cria uma tensão, isso sem justificativa, pois nota-se que a intenção era fazer um filme de terror sem os tons de comédia que geralmente colocam em suas produções.

 

Em resumo, um filme medíocre que vale a pena assistir se você realmente não tiver nada melhor para fazer. Somente isso. Admito que fiquei decepcionado, pois a primeira meia hora do filme me deixou animado, apesar de ter notado o problema dos personagens. Mas assim é a vida, né, nem tudo é da forma como pensamos ser e logo a verdade é revelada.

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Nerd Esotérico

Sou minha essência, não sou o que digo que sou ou o que você diz que sou. Em minha mente egocêntrica, amo escrever, jogar videogame, ler, degustar filmes e boas comidas. Nada mais. Nada menos.

  • Não ouvi falar deste filme ainda mas essa pegada meio gore deve estar pesado no filme hem!